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Centenária de 109 ANOS se recupera em casa de cirurgia de fêmur

Ela é a paciente mais idosa operada na Santa Casa de Londrina. 20 dias depois do procedimento, Zulmira fez retorno no começo de outubro. Fratura de ossos proximais do fêmur são os vilões dos idosos. 

Bem disposta, lúcida e repetindo que está muito bem, Zulmira Rosa de Sousa, 109 anos, é a paciente mais idosa já submetida a uma cirurgia na Santa Casa de Londrina. Ela fraturou o trocanter esquerdo – um dos ossos proximais do fêmur, e precisou de um implante intramedular de haste de fêmur bloqueada. Moradora de Alvorada do Sul, ela caiu dentro de casa ao levantar-se da cama e escorregar no chão úmido. 

“Ela está muito bem. É uma ótima recuperação”, afirmou o ortopedista e traumatologista que conduziu a cirurgia, Vanderlei Montemor Bernardo, ao encontrá-la e analisar os exames do retorno. As orientações passadas à neta Janaína Gualberto Marestone é fazer a fisioterapia e começar a andar com o apoio do andador e auxílio de familiares. A cirurgia foi em 14/09 e transcorreu normalmente, com alta hospitalar em 48 horas.  

O médico Vanderlei Bernardo durante consulta com dona ZulmiraCACHIMBO e CAFEZINHO – Esses detalhes da cirurgia e da recuperação não parecem preocupar dona Zulmira. Lúcida, falante e bem humorada, o interesse dela é outro. “Quero meu pito e um cafezinho”, afirma referindo-se ao cachimbo que ela prepara com fumo de corda. “Como acordar e não ter o cafezinho para fazer e beber, não é? Se tem o pão e a manteiga a gente come também”, conta a senhora de fala simples e riso cativante.

40% RECUPERAM AUTONOMIA COM AJUDA - “A família faz toda a diferença na recuperação pós-operatória do idoso”, ressalta Bernardo. Dos idosos que sofrem fraturas como a de dona Zulmira, 76% têm sobrevida além de 1 ano da cirurgia. Desses, 40% recuperam a autonomia anterior com auxílio de equipamentos como andador ou muleta. Isso, segundo ele, para uma faixa etária de até 85 anos. Fatores que acompanham a idade interferem nesse dado, como a osteoporose, fraqueza muscular e outros comorbidades.

“Não temos nada na literatura sobre a idade dela porque são pouquíssimos casos”, destaca. Apesar do baixo número, ele mesmo já operou outras três centenárias, a última tinha 107 anos e voltou a andar 1 mês depois da cirurgia. A própria dona Zulmira já havia operado o fêmur direito nos seus 102 anos, voltando a andar sem auxílio dentro de casa. Aliás, as únicas duas cirurgias ao longo do seu mais um século de idade.

PREVENÇÃO EVITARIA 40% DOS CASOS – Quedas de baixa energia dentro de casa, como aconteceu com dona Zulmira, estão entre os motivos mais comuns de fraturas em idosos.  O médico afirma que 40% dos casos das fraturas em idosos dos 60 aos 101 anos poderiam ser evitados com medidas simples. “É muito comum o idoso sair da cama com a luz apagada, tropeçar em coisas no meio do caminho e cair. No verão, até mesmo o fio do ventilador no chão pode ser obstáculo”, exemplifica. Por isso, ele destaca a importância de manter uma meia luz acesa no quarto do idoso; sentar-se por alguns instantes na cama antes de se levantar; eliminar tapetes; usar apoios e calçados antiderrapantes, entre outros.  

Dona Zulmira com a neta JanaínaBISNETO É UM SÉCULO MAIS NOVO - Nascida em 13 de julho de 1911, dona Zulmira é baiana de Barra da Estiva. Casou-se aos 13 anos, com o Antonio, com quem teve seis filhos. Por volta dos 16, o casal veio para o Paraná, quando Alvorada do Sul ainda era município de Porecatu. De lá não saiu mais. Antonio morreu cedo, aos 35 anos. E ela nunca mais se casou.  A neta Janaína, uma das mais novas, calcula que sejam 27 netos vivos. Bisnetos e tataranetos ela já não consegue contar. Mas calcula que passem de 80. A neta destaca que ela trabalhou na lavoura até os 75 anos. “Trabalhei muitos anos preparando a terra, catando lenha, derrubando o mato e plantando feijão, milho, café. De tudo o que é de comer”, completa dona Zulmira. 

“NÃO TEM SEGREDO, NÃO” - Na Santa Casa de Londrina, a pergunta entre a equipe que a atendeu é uma só: Qual o segredo para tanta longevidade? Na comida, ela conta que não podem faltar o feijão e a farinha, “tudo bem temperado e uma pimentinha para dar sabor”.  Remédios? Além do controle da pressão arterial, só mesmo chás de plantas do próprio quintal, já que doenças crônicas como diabetes e outras tantas não a atingem. “Não tem segredo não. Eu tenho é natureza boa. Converso com um, com outro, é assim. Gosto de caçoar”, responde sem rodeios, emendando uma gargalhada que contagia. 

Dona Zulmira entre dr. Mateus Dalboni e dr. Vanderlei Bernardo
 
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Fotos: Arquivo ISCAL 

 

 

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