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ISCAL cria Núcleo para melhorar a assistência global às vítimas de violência

Primeiro serviço procurado num caso de violência física, o hospital acaba sendo, em muitos casos, o único atendimento recebido pelas vítimas. Com um detalhe importante: com exceção dos casos de violência urbana, nos demais casos quase sempre a família ou a própria vítima prefere ocultar a violência sofrida, sem revelar a real causa dos seus ferimentos.

Mesa redonda falou sobre violência ao idoso, criança e adolescente e mulheres229 vítimas de violência em 2015
– No ano passado, somente os três hospitais da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal) registraram 229 casos de violência atendidos. Depois da violência urbana, com 130 casos, despontou a violência contra a mulher, 48 casos registrados. Logo abaixo, a violência autoprovocada, com 31 registros.

Apesar dos números, a principal questão que incomodava as equipes desses hospitais era justamente os casos não notificados. As estatísticas internas revelam isso – queda no número de casos de alguns grupos de vítimas nos dois últimos anos. Entre eles, os casos de violência sexual que não teve nenhum registro em 2014 e em 2015. O grupo do adolescente caiu de 16 notificações em 2014 para 5 em 2015. O grupo da família, caiu de 3 para zero. As notificações de violências relacionadas ao trabalho, diminuíram de 6 para 2 casos de um ano para o outro. O impacto no total de registros não foi significativo, de 232 em 2014 para 229 em 2015. Isso porque as estatísticas revelam aumento no registro de alguns tipos de violência nesses dois anos: autoprovocada (de 6 para 31); contra o idoso (de 5 para 10); contra a mulher (de 45 para 48) e contra a criança (de 0 para 3).

Núcleo de Violência
– Com objetivo de reverter o quadro de subnotificação, um grupo de profissionais da Iscal criou, em julho do ano passado, o Núcleo de Atendimento Intra-hospitalar à Vítima de Violência. Integrado por psicólogas, assistentes sociais, enfermeiros e gerentes da Instituição, o Núcleo tem o objetivo de melhorar o atendimento de forma geral às vítimas de violência que são atendidas nos três hospitais da Instituição – Santa Casa, Mater Dei e Infantil Sagrada Família.
Núcleo de Violência da ISCAL com a promotora Susana Lacerda
Todo o trabalho do Núcleo começa pelo olhar atento dos profissionais que atendem essas vítimas, para identificar os casos suspeitos e notificar os confirmados. “Se nós, hospital, não notificamos e encaminhamos essas vítimas para os serviços especializados, muitas delas não têm para onde ir. A parte física é atendida no hospital, mas o sofrimento continua”, argumenta a psicóloga Eliane Ferreira, do Hospital Infantil, integrante do Núcleo.  “Em uma suspeita precisamos notificar sempre. Não cabe a nós investigar o caso, mas quando a luz vermelha acende, temos que notificar”, ressalta Melissa Benício Faria, assistente social dos Hospitais Mater Dei e Infantil. Ela cita algumas situações em que “a luz vermelha” deve acender. Paciente que não recebe visita nem tem familiar que queira ficar de acompanhante ou apresenta dores que não têm nome; o idoso desnutrido, com escaras (feridas), mal cuidado; quando o parceiro da mulher é atencioso demais, age como um segurança;  a criança muito quieta. “Há casos em que o ferimento não condiz com a causa dita pelo paciente e também há casos de reincidência de ferimentos muito similares”, completa   Érika Moreno, assistente social da Santa Casa.

A enfermeira Élida Cardoso falou sobre as notificações dos casos de violênciaDenúncia da Santa Casa desvendou agressor
– Em meados de março, a ISCAL promoveu uma jornada para discutir o assunto, com profissionais de serviços especializados de Londrina. O objetivo foi sensibilizar as equipes para estarem atentas. Uma das palestrantes, a promotora da Vara Maria da Penha, Susana de Lacerda, destacou um caso de violência desvendado a partir de uma suspeita e denúncia de técnicos de enfermagem da Santa Casa. Sem citar nomes nem época, ela descreveu que a partir de um paciente internado e o comportamento da mãe e da irmã dele nas visitas, chegou-se a agressão que as duas mulheres sofriam. As investigações, segundo a promotora, confirmaram: o agressor – o padrasto do paciente - violentava sexualmente a enteada e agredia fisicamente a companheira. “O quebra-cabeça da violência é muito complexo. Por isso o papel dos profissionais do hospital, principalmente da enfermagem, é importante. Qualquer anotação na ficha de entrada pode ser um elemento de prova”, destacou a promotora.

DISQUE 100
- Desde 2011, as notificações de violência pelos serviços de saúde são obrigatórias por lei e devem ser registradas no SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação – que é nacional e, em Londrina, os dados são centralizados no Núcleo da Vigilância Epidemiologia. Feita a notificação, os casos são reportados à rede de proteção, integrada por serviços de atenção à violência.

Para denunciar qualquer caso de violência, disque 100 – você não precisa se identificar. Se for uma emergência, fale direto na promotoria pública, ligue (43) 3343.0839.
Promotora Susana durante palestra
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Assessoria de Comunicação | ISCAL
Fotos: Arquivo ISCAL

 

 

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