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26/04/2010

Médicos de Londrina fazem treinamento para
tratar bexiga hiperativa com botox

Urologista de Porto Alegre fala para grupo de médicos no Mater Dei

Um dos especialistas do Brasil em tratamento da bexiga hiperativa com a Toxina Botulínica Tipo A, o botox, esteve no Hospital Mater Dei para treinamento de urologistas no uso da técnica. A novidade foi trazida pelo coordenador do Ambulatório de Disfunções Miccionais da Santa Casa de Porto Alegre, o urologista Alexandre Fornari. Popular pelos resultados na estética, o botox já é usado em outras áreas médicas como a neurologia. Na urologia o uso da toxina botulínica tem pouco mais de um ano no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso para o tratamento da bexiga hiperativa no início do ano passado. 
 
O treinamento foi dividido entre exposição teórica e um caso clínico. A primeira paciente a receber a terapia em Londrina é uma mulher de 39 anos. Segundo o urologista que a acompanha, Carlos Augusto Costa Branco, ela sofreu lesão medular devido a um acidente de moto e há 8 anos sofre com a síndrome da bexiga hiperativa neurogênica (quando é decorrente de doença neurológica ou tramatismo raquimedular).

De acordo com Costa Branco a paciente foi selecionada para o caso clínico porque a resposta do organismo dela aos medicamentos não tem sido satisfatória. Ele afirma que o uso da toxina botulínica só é indicado depois de se esgotar outras possibilidades de tratamento como a medicamentosa. “A toxina é indicada, por exemplo, para os casos em que os pacientes não aderem mais ao tratamento, pelos efeitos colaterais dos remédios, ou quando o organismo se torna refratário, deixa de responder ao tratamento”, explica. 
 
Qualidade de vida - O médico Alexandre Fornari explica que a aplicação do botox é feita diretamente na musculatura da bexiga em 30 pontos diferentes. O procedimento, segundo ele, deve ser feito, preferencialmente, em centro cirúrgico, com anestesia local e sedação e alta algumas horas depois. A paciente que recebeu o botox no Mater Dei durante o treinamento recebeu alta no final da tarde do dia da aplicação. 

Os efeitos começam a ser sentidos, segundo Fornari, dois ou três dias após a aplicação, podendo chegar a um prazo médio de 10 dias para a bexiga recuperar as funções normais. “Os resultados duram, em média, 9 meses. Mas tenho paciente com um ano de aplicação”, afirma Fornari. Como no tratamento estético, o botox precisa ser reaplicado sempre que os efeitos terminarem.

De acordo com Fornari 15% a 18% da população tem bexiga hiperativa por causas como traumas, envelhecimento, diabetes e outras doenças crônicas. Além de casos de origem neurológica como traumatismo medular (caso da paciente), Alzheimer, Mal de Parkinson e esclerose múltipla.

Uma das vantagens da técnica é a ação localizada, sem os efeitos colaterais dos medicamentos. Porém o custo ainda é considerado alto. Cada frasco da toxina botulínica custa em média R$ 1 mil, podendo ser necessário mais de um frasco por aplicação. Além dos honorários médicos e custos hospitalares. Na opinião de Fornari, os custos compensam se forem levados em conta os gastos com fraldas descartáveis e tratamentos das constantes infecções urinárias. “Isso sem falar na qualidade de vida”, ressalta. A maioria dos convênios de saúde ainda não cobre esse tratamento. 

 

 

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